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Educadores e pais precisam estar atentos ao consumismo infantil
Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul Online
Notícia publicada em: 23/06/2017
Autor: Indefinido

O mercado publicitário, que até então usava muito a televisão para chegar até as crianças, ganhou nos últimos anos veículos tão ou mais poderosos para atingir os pequenos, como os celulares e tablets. O objetivo de lucrar e agregar valor às marcas tem provocado um verdadeiro bombardeio infantil, com os mais variados apelos de consumo, sem nenhuma preocupação com a saúde dos pequenos, tanto psicológica como física. Pais e educadores precisam ficar alertas e proteger as crianças, orienta Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, que tem sede em São Paulo e no Rio, e atua desde 2006 no sentido de sensibilizar a sociedade sobre os impactos do consumismo na infância.

Conforme Ekaterine, muitas empresas têm conseguido inclusive entrar nas escolas para fazer publicidade, com a alegação de se tratar de uma ação de responsabilidade social. Então o que parece ser um projeto interessante, voltado à educação e cultura, pode estar escondendo outras intenções. "Tem casos em que o personagem de uma rede de fast food vai até as escolas particulares e públicas, e não tem como dissociar a ação da marca. Também uma produtora de sucos tem ido até as unidades escolares para realizar Olimpíadas de Reciclagem. Outra marca, de iogurte, tem estimulado o consumo de seus produtos e tudo isso nas escolas", relata Ekaterine, acrescentando que o Instituto Alana tem atuado no sentido de denunciar fatos como esses às autoridades competentes. "Também realizamos campanhas de esclarecimento e orientação, acompanhamos projetos de lei e ações em geral nesse sentido", comenta.

Os educadores, incluindo aí a direção, coordenação e professores, muitas vezes não percebem o foco publicitário. "Eles acabam sendo ludibriados também, pois dentro do contexto de suas realidades, aceitam receber a empresa para suprir uma necessidade para falar sobre educação alimentar ou outros temas educativos". A representante do Instituto Alana afirma que os educadores precisam analisar que tipo de ação comercial está sendo apresentada nas escolas, pois elas geralmente parecem inofensivas, mas são estratégias das empresas. "Os publicitários querem muito entrar nesse espaço porque sabem que os educadores são valorizados pelas crianças e quando a escola se abre para esse tipo de prática, ela valida, reforça uma mensagem comercial."

Ekaterine lembra que a legislação brasileira restringe a publicidade direcionada às crianças. "Temos a Constituição, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, e a Resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda)", elenca ela, lembrando que Sorocaba tem uma lei municipal, número 10.922 de 2014, que proíbe esse tipo de ação nas escolas.

Ainda de acordo com a representante do Instituto Alana, é possível denunciar as publicidades dirigidas às crianças, com base nessas leis. "Também é importante que as escolas promovam debate sobre isso."

Ekaterine ressalta que tem até mesmo produtos para adultos em que as publicidades são direcionadas às crianças, para que elas atuem como promotoras de vendas dentro de casa.

Consequências do exagero

Venda de lanches associadas com brinquedos; publicidade dentro de canal de TV dirigido às crianças e anúncios em revistas infantis, entre tantas outras publicidades estão causando um estímulo ao consumismo exacerbado e irrefletido, o que tem gerado a diminuição de brincadeiras criativas e até a obesidade. É o que observa Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana.

Alimentos com baixo ou nenhum valor nutritivo, como salgadinhos e lanches, tornaram 30% das crianças brasileiras com excesso de peso e 15% delas com obesidade, conforme dados do IBGE divulgados em 2015.

Já a falta de limites com relação à troca de mochilas escolares, ou compra de bonecos cada vez que um novo personagem do cinema faz sucesso, pode gerar transtornos psicológicos e, consequentemente, adultos compulsivos ou com dívidas. O consumismo exagerado ainda atinge questões relacionadas à sustentabilidade e ao meio ambiente.

Ekaterine comenta que em 2014 foi feito um estudo pelo Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia (Grim), da Universidade Federal do Ceará, em parceria com o Ministério da Justiça, sobre a percepção das crianças com relação às mensagens comerciais, a reação delas, e o que valorizam. Por que preferem um produto em detrimento a outros. A pesquisa aponta danos associados ao contato com a publicidade e/ou à comunicação mercadológica como a interrupção do lazer infantil; mal-estar físico; sentimento de frustração associada à compra e/ou à indisponibilidade do produto; acesso a conteúdo impróprio para crianças na publicidade ou associado à visualização de conteúdo publicitário; conflitos familiares associados a desejos de consumo; prejuízo financeiro; invasão de privacidade; problemas técnicos; sentimentos de insegurança e medo; sentimento de ansiedade para consumir e vivência de situações de preconceito associados a padrões relacionais e estéticos, correlatos a fatores étnicos, de gênero e de orientação sexual.

O relatório defende que o governo realize, entre outras ações, políticas públicas de mídia-educação nas escolas, através das quais se promova o uso seguro dos dispositivos comunicacionais e se ofereça às crianças a oportunidade de leitura crítica da mídia, em particular da comunicação mercadológica, e a produção de conteúdos audiovisuais comprometidos com os direitos humanos.

A pesquisa ainda afirma que cabe aos pais estabelecer limites ao uso excessivo de dispositivos comunicacionais, ao acesso de conteúdos inadequados e ao consumismo em todas as suas manifestações e também orientar as crianças em relação à importância do consumo de produtos alimentícios saudáveis.

Ekaterine lembra que as crianças ainda estão em processo de formação e não sabem discernir, por isso precisam da mediação de um adulto. "Quantos sapatos temos? Quanta comida a gente consome e quais as consequências disso? Que resíduos isso gera e como impacta as contas da casa?".

A coordenadora ressalta que tudo isso é questão de valores sociais e não apenas de ter recurso financeiro e poder comprar. "A criança vai saber o que é limite ou vai ter tudo o que quer? De repente essa criança pode se tornar alguém que tem compulsão por compras ou ser um adulto que alcance um superendividamento", diz ela, acrescentando que o consumo não é só individual, ele impacta no coletivo, na sociedade.

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