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A cada dois anos, Unilever tira mais sal dos produtos
Fonte: Valor Econômico
Notícia publicada em: 11/10/2017
Autor: Cibelle Bouças

Há mais de uma década, a Unilever investe para adaptar seus produtos à demanda crescente por alimentos com menos gorduras, açúcar e sódio. Este, que dá o sabor salgado, é o mais difícil de ser retirado da comida e a companhia percebeu isso a duras penas. Em 2003, fez uma drástica redução na quantidade de sal em seus produtos e, como resultado, perdeu participação de mercado. Decidiu, então, ir mais devagar, fazendo cortes graduais a cada dois anos.

"As pessoas trocaram de marca porque consideraram as nossas marcas sem sabor. É um equilíbrio difícil. Os consumidores buscam uma alimentação mais saudável, mas não querem abrir muito mão dos sabores que já conhecem", disse Karin Van Het Hof, diretora global de nutrição e saúde da Unilever. Ela explica que "o sal tem sido o mais difícil, porque é um componente essencial para dar sabor aos alimentos, além de funcionar como estabilizante em alimentos processados."

A executiva, que é doutora em nutrição pela Universidade de Wageningen, na Holanda, observou que os consumidores aceitaram mais facilmente reduções nos níveis de gordura e açúcares dos produtos industrializados. Por isso a Unilever adotou a estratégia de diminuição mais gradual do sal. As metas estabelecidas para cada dois anos variam por país e por tipos de alimentos.

De 2003 a 2016, a Unilever reduziu o percentual de sódio em 61% do seu portfólio global. As linhas, segundo Karin, estão adequadas à recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), de consumo máximo de 2 gramas de sódio - ou menos de 5 gramas de sal - por dia por pessoa.

No Brasil, a companhia modificou 37% do seu portfólio para reduzir a quantidade de sódio, açúcar e outros ingredientes que podem prejudicar a saúde se consumidos em excesso. A meta é ter 76% do portfólio com sódio reduzido no mundo e também no Brasil até 2020. A Unilever também tem como meta global melhorar os valores nutricionais de 60% dos seus produtos até o fim da década. Essa fatia agora, segundo Karin, é de 35%.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o brasileiro consome, em média, 12 gramas de sal por dia, mais que o dobro do recomendado pela OMS. O excesso de sal está na origem de 1,65 milhão de mortes provocadas por doenças cardíacas, de acordo com a OMS. No mundo, mais da metade do sal consumido vem de alimentos industrializados. No Brasil, 70% do sal é consumido na mesa - colocado pelos consumidores no prato ou enquanto cozinham. "O consumo excessivo de sal não é um problema específico do Brasil, ocorre no mundo todo. Atualmente nossas equipes de pesquisa e desenvolvimento trabalham muito em todos os países para buscar o melhor equilíbrio entre sabor e quantidade de sódio", afirma Karin.

Para preservar o sabor, a Unilever tem feito substituição do sal por ervas e especiarias. Karin diz que a companhia também tem procurado reduzir a quantidade de conservantes nos produtos e ampliar o uso de ingredientes naturais nas suas composições.

No Brasil, o principal trabalho neste ano vem sendo feito com a marca Knorr, afirma Marina Fernie, vice-presidente de marketing para alimentos da Unilever no país. Em 2014, a companhia já havia reduzido em 25% a quantidade de sódio no caldo Knorr.

Em agosto deste ano, a companhia colocou no mercado a linha Tempero Ideal, um tempero feito com menos sódio, mais ervas e especiarias e sem conservantes. Em setembro, a Unilever também lançou a linha de tempero Meu Arroz, que não contém conservantes, nem glutamato monossódico.

Em outubro, a companhia coloca no mercado uma linha de temperos em moedores, também sem conservantes. Em novembro, vai lançar um molho de tomates desidratados com a marca Knorr, feito com menos água e contendo quatro tomates por embalagem. "A tendência para o futuro é termos produtos cada vez mais naturais, mantendo o sabor com menos conteúdo de sódio", diz Marina.

Segundo ela, a Unilever adota no Brasil padrões mais rígidos do que estabelece a legislação. Por exemplo, a companhia deixou de produzir alimentos com gordura trans em 2012 - no Brasil, um projeto de lei que proíbe a presença de gordura trans em alimentos processados ainda está em discussão na Câmara dos Deputados.

A Unilever não é a única fabricante de alimentos comprometida a reduzir o uso de ingredientes que podem prejudicar a saúde. Em junho deste ano, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia), que reúne 150 empresas, e o Ministério da Saúde renovaram o compromisso de melhorar aspectos nutricionais dos alimentos processados. O acordo foi firmado em 2007 e contribuiu para a retirada de 17,2 mil toneladas de sódio dos alimentos industrializados até 2016. O acordo foi renovado, com a meta de retirar 28,5 mil toneladas de sódio dos produtos até 2020. Esse acordo também promoveu a retirada de 310 mil toneladas de gorduras trans dos alimentos industrializados, entre 2011 e 2016.

 



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